
Thomaz Bellucci despontou em 2009 como o melhor tenista brasileiro e poderá encerrar 2010 como o melhor do País depois de Gustavo Kuerten, o Guga. Hoje, ocupa o 28º lugar no ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP).
Neste ano, porém, Bellucci não conquistou troféu e caiu diante de adversários considerados mais fracos do que ele, a exemplo do que ocorreu em sua eliminação no Aberto dos EUA, quando caiu na segunda rodada contra o sul-africano Kevin Anderson (77º do ranking da ATP).
"Estou encarando bem. Foi um ano muito diferente, pois joguei mais em torneios maiores. Perdi de gente que nunca tinha perdido, mas sei que no ano que vem vão vir vitórias que ainda não consegui", disse Bellucci durante a coletiva de imprensa da seleção Brasileira que vai disputar a repescagem da Copa Davis, em Chennai, na Índia, contra os donos da casa entre 17 e 19 de setembro.
O coro foi engrossado pelo presidente da CBT, Jorge Lacerda, que acha uma "temeridade" apontar 2010 como um ano ruim para Bellucci. "Ser o 28 do mundo aos 22 anos é uma grande conquista. Ele teve grandes resultados e perdeu no detalhe para grandes tenistas, gente entre os 10 melhores. Mostrou que está pronto para jogar nesse nível."
João Zwetsch, treinador de Bellucci, também apoia o tenista, mas sabe que seu desempenho poderia ter sido melhor. "Em alguns jogos a gente sabe que ele poderia ganhar, mas não ocorreu. Em Hamburgo, por exemplo. Poderia ter avançado, feito mais pontos e, quem sabe, ganhar o torneio. O importante é que ele está ganhando cancha, amadurecendo e, ano que vem, ele vai se firmar", ressaltou.
Emocional – Bellucci sabe que as pessoas vão cobrar mais dele por conta de ser o número 1 do País, mas quer dividir a responsabilidade com todo grupo. Para ele, não faz sentido pensar num só tenista e diz que todos sabem que cada ponto disputado tem a mesma importância.
"Estou num momento de transição e sei que as pessoas esperam mais de mim. É normal. Às vezes, as pessoas não entendem quando perco, mas levo da melhor maneira. Tem o lado emocional que às vezes pesa numa partida e faz eu perder jogos em detalhes."
Bellucci disse que está ganhando mais confiança e que, para isso, procura aperfeiçoar mais a parte física e técnica. Zwetsch crê na evolução do tenista e diz que ele sabe de sua importância nesta disputa. "Ele tem consciência da importância dos pontos que vai disputar e tem chance de vencer os dois (confrontos)."
Sobre o "fator emocional" apontado pelo tenista, o treinador disse que pede a ele que trabalhe todos os aspectos. "Quem não aprimorar todos os aspectos não conseguirá dar um ‘salto emocional’. A afirmação do Bellucci está se consolidando e, trabalhando duro, ele vai alcançar seu objetivo que é estar entre os dez melhores."
E ele se deu mal =/ !!!
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